Conservação ambiental: Estado de SP ganha maior criadouro de cervos do mundo

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O projeto é parte da união do Núcleo de Pesquisa e Conservação de Cervídeos da Unesp com o Centro de Conservação do Cervo-do-pantanal

A união entre o Núcleo de Pesquisa e Conservação de Cervídeos (Nupecce) da UNESP com o Centro de Conservação do cervo-do-pantanal (CCCP) cria no Estado de São Paulo o maior criadouro de conservação de cervos do mundo.

Localizado na cidade de Jaboticabal, no interior paulista, o local conta com cerca de 100 animais de nove espécies diferentes, que ficam em uma área total de aproximadamente 550 mil m².

Áreas abertas

Conservação
Foto: Reprodução/Pexels

O espaço inclui baias em áreas fechadas, piquetes em áreas abertas, além de um prado, que está sendo cultivado para fornecer alimento aos animais em cativeiro.

Com a fusão das instituições, a expectativa é de um aumento das pesquisas anteriormente realizadas no Nupecce, que têm como base o estudo da ecologia das espécies, abordagens de manejo de animais em cativeiro bem como o desenvolvimento de técnicas de reprodução assistida.

De acordo com professor José Maurício Barbanti, coordenador do Nupecce, técnicas para coleta de sêmen ou de inseminação artificial, como por exemplo, aplicadas em outros animais, ainda não foram completamente dominadas para os cervídeos.

Aprimorar essas técnicas é algo importante, especialmente porque muitas espécies estão em risco de extinção, segundo o professor.

Reintrodução a natureza

cervos
Foto: Reprodução/Pexels

O centro vai facilitar a reintrodução dos animais à natureza, um dos pilares do CCCP, que nasceu em 1994 em um esforço de conservação das últimas populações do cervo-do-pantanal em São Paulo, que habitava uma região de várzea do rio Tietê, posteriormente alagada para a construção da barragem da Usina Hidrelétrica Três Irmãos.

De acordo com Eveline Zanetti, especialista em reprodução assistida e conservação de animais selvagens, a fusão com o Nupecce dará acesso a um manejo aprimorado dos cervos, permitindo, por exemplo, explorar uma estrutura mais apropriada para coleta e preservação de material genético.

Segundo Eveline, uma das complexidades da conservação em cativeiro de espécies selvagens para reintrodução à natureza é a gestão do material genético dos animais que estão confinados.

Isso porque há uma preocupação, por parte dos especialistas, de que não ocorra uma seleção genética de indivíduos “acostumados” a viver em cativeiro, pois isso implicaria uma maior dificuldade para que se adaptassem novamente à vida livre.

“Dessa forma, associamos a parte que o CCCP Tijoá tem de evolução da população com o nosso interesse em pesquisas com foco na reintrodução”, ressalta a pesquisadora, que também deseja trabalhar educação ambiental com a população do entorno.

Ela finaliza esclarecendo que não adianta recuperar uma espécie se não houver a conscientização da comunidade para impedir que os animais sejam eventualmente caçados quando eles forem retornados à vida livre.

Fonte: Vida de bicho

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