Brasil mantém alto volume de resíduos e amplia recuperação de materiais, aponta Panorama 2025

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Levantamento da ABREMA mostra geração de 81,6 milhões de toneladas de RSU em 2024, avanço na logística reversa e persistência de 28 milhões de toneladas destinadas a locais inadequados.
Por: Redação Portal Sustentabilidade

O Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2025, divulgado pela Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (ABREMA), traz um diagnóstico atualizado da gestão de resíduos no país com ano-base 2024. O estudo aponta que o Brasil gerou 81,6 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos (RSU), média de 384 quilos por habitante ao ano. De acordo com o estudo, 93,7% desse total foram coletados, enquanto 59,7% tiveram destinação ambientalmente adequada em aterros sanitários. Mais de 28 milhões de toneladas seguiram para locais inadequados, como lixões e aterros controlados.

O documento detalha que cerca de 7,1 milhões de toneladas de resíduos secos foram encaminhadas para reciclagem mecânica, sendo que aproximadamente 64,8% desse volume teve origem na coleta informal realizada por catadores autônomos. A compostagem manteve o patamar de 300 mil toneladas, e a produção de combustível derivado de resíduos urbanos alcançou cerca de 43 mil toneladas. Ainda de acordo com o levantamento, 4,4 milhões de toneladas foram queimadas nas próprias propriedades dos geradores.

Gestão de resíduos

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Foto: Reprodução/Pexels

As despesas municipais com limpeza urbana e manejo de resíduos somaram R$ 46 bilhões em 2024, um aumento de 11,4% em relação ao ano anterior. Os gastos foram distribuídos de forma equilibrada entre o manejo de RSU e os serviços de limpeza urbana. O setor registrou aproximadamente 587 mil empregos, divididos entre prefeituras e empresas privadas contratadas.

O estudo também estima a geração de 100,8 milhões de toneladas de resíduos de construção e demolição (RCD) e 1,25 milhão de toneladas de resíduos de serviços de saúde (RSS), abrangendo desde hospitais até laboratórios e estabelecimentos veterinários.

Na logística reversa, o levantamento indica expansão dos 13 sistemas em operação no país. Segundo os dados, foram recuperadas 68,6 mil toneladas de embalagens de agrotóxicos, 348 mil toneladas de baterias de chumbo ácido e 597 mil toneladas de vidro utilizadas como matéria-prima na fabricação de novas embalagens. Esses índices superaram as metas estabelecidas para 2024. O documento também detalha o avanço das tecnologias de reciclagem bioenergética, incluindo biogás, CDR, compostagem e outros processos previstos na Política Nacional de Resíduos Sólidos.

O Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2025 pode ser conferido na íntegra no site da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (ABREMA), neste link, onde estão disponíveis todos os dados, tabelas e detalhamentos metodológicos utilizados no estudo.

Fonte: ABREMA

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