ANP autoriza início das operações da primeira usina de etanol de trigo do Brasil

trigo
Planta da CB Bioenergia, em Santiago (RS), recebeu investimento de R$ 100 milhões e deve iniciar a produção comercial no começo de 2026, ampliando a diversificação da matriz de biocombustíveis do país.
Por: Redação Portal Sustentabilidade

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou o início das operações da planta da CB Bioenergia, localizada em Santiago, no Rio Grande do Sul. A unidade será a primeira do país dedicada à produção de etanol a partir do trigo, e a autorização foi publicada no Diário Oficial da União.

A usina foi construída com investimentos de aproximadamente R$ 100 milhões e está instalada em uma área de cerca de 150 mil metros quadrados. Na fase inicial, a planta terá capacidade para processar em torno de 100 toneladas de trigo por dia, com produção estimada de até 12 milhões de litros de etanol hidratado por ano, além de álcool neutro, utilizado principalmente pelas indústrias de bebidas, cosméticos e farmacêutica.

Suprimento

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Foto: Reprodução/Pexels

De acordo com informações institucionais da CB Bioenergia, a expectativa é que a operação comercial tenha início ainda no começo de 2026, após a conclusão dos últimos ajustes operacionais. Em novembro do ano passado, a empresa já havia obtido a Licença de Operação concedida pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul e pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), etapa fundamental para a liberação definitiva da unidade.

A companhia também projeta a expansão da planta até 2027, com a ampliação da capacidade produtiva para algo entre 45 e 50 milhões de litros de etanol por ano. Essa segunda fase deverá demandar investimentos adicionais estimados em cerca de R$ 500 milhões.

Além do impacto industrial, a implantação da usina deve gerar empregos diretos e indiretos na região, tanto na operação da fábrica quanto na cadeia de suprimento do trigo, beneficiando produtores rurais e prestadores de serviços locais. A empresa destaca ainda o potencial de fortalecimento da economia regional, ao agregar valor a um cereal tradicionalmente produzido no Sul do país.

O etanol de trigo surge como uma alternativa estratégica para diversificar a matriz brasileira de biocombustíveis, hoje concentrada principalmente na cana-de-açúcar. Por ser produzido a partir de uma cultura de inverno, o combustível permite melhor aproveitamento das áreas agrícolas ao longo do ano e contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa, em comparação aos combustíveis fósseis, reforçando o papel do Brasil na transição para uma economia de baixo carbono.

Fonte: Globo Rural

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