
Projeto Bioinova aposta em combustíveis renováveis, bioinsumos e economia circular para ampliar o papel da agricultura brasileira na descarbonização.
Por: Redação Portal Sustentabilidade
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) anunciou investimento de R$ 14 milhões no projeto Bioinova, iniciativa estratégica voltada ao desenvolvimento de combustíveis renováveis, bioinsumos e novas tecnologias para impulsionar a transição energética a partir da biomassa agrícola. O aporte, financiado pela Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), será aplicado ao longo de três anos para modernizar a infraestrutura de pesquisa da instituição e, ao mesmo tempo, acelerar soluções sustentáveis para o setor agroindustrial.
Nesse contexto, o projeto, liderado pela Embrapa Agroenergia, reúne outras quatro unidades da empresa — Embrapa Agroindústria Tropical, Embrapa Milho e Sorgo, Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e Embrapa Trigo — em uma atuação integrada que busca ampliar a contribuição da agricultura brasileira para a descarbonização da economia.
Além disso, o Bioinova foi estruturado com base no conceito de economia circular aplicada às biorrefinarias tropicais. Isso significa que resíduos gerados na própria cadeia de biocombustíveis poderão ser reaproveitados para reduzir emissões e gerar novos produtos sustentáveis, fortalecendo toda a cadeia produtiva.
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Entre as principais frentes do projeto estão o desenvolvimento de canola tropicalizada para ampliar a produção de biodiesel, diesel renovável e combustível sustentável de aviação (SAF), além da criação de processos para produção de biohidrogênio, biometano e etanol a partir de novas matérias-primas. O projeto também prevê a criação de bioinsumos oriundos de resíduos agroindustriais, extratos biocidas de baixa emissão e plataformas tecnológicas que utilizam inteligência artificial e biotecnologia avançada para acelerar pesquisas.
Paralelamente, o investimento também permitirá a modernização e ampliação da infraestrutura experimental da Embrapa, incluindo a aquisição de equipamentos estratégicos e a contratação de pelo menos 30 profissionais entre pesquisadores, pós-graduandos e especialistas. Com isso, a expectativa é aumentar a capacidade nacional de inovação e fortalecer parcerias técnico-científicas.
Por fim, a Embrapa espera ampliar seu portfólio de soluções em biocombustíveis avançados, biogás, biometano, SAF e bioinsumos, contribuindo não apenas para a redução das emissões de carbono, mas também para o aumento da competitividade do agronegócio brasileiro e para a formulação de políticas públicas voltadas à economia de baixo carbono.
Fonte: Embrapa