Inspirar para evoluir e caminhar com uma pegada mais leve

9 locais incríveis em que o ser humano não pode pisar

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Ainda hoje existem locais proibidos para os seres humanos, e seja por perigos, patrimônio histórico ou científicos nós não podemos pisar

No mundo globalizado, é difícil imaginar um local em que o ser humano não possa explorar.

Mas ainda que pareça improvável, existem territórios em que nós não podemos colocar os pés.

Proibidos por diversos motivos, como por exemplo, científicos, ou até mesmo por perigo de vida, esses locais não contam com a presença humana.

Vamos conhecer agora 9 locais incríveis proibidos para o homem.

Ilha Sentinela do Norte – Índia

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Os nativos da ilha não permitem aproximações – Foto: BBC

A Sentinela do Norte é uma das ilhas do arquipélago de Andamão, na baía de Bengala.  A maior parte da ilha é coberta por florestas. 

A pequena ilha localiza-se longe dos principais assentamentos da Andamão, cercada por recifes de coral e carente de portos naturais. 

A parte norte da ilha Sentinela do Norte é habitada pelos sentineleses, uma tribo que vive por lá há estimados 60.000 anos.

Antropólogos acreditam que eles sejam descendentes dos primeiros humanos que viviam principalmente na África.

Os sentineleses são hostis e totalmente contrários à ideia de ter contato com outras civilizações.

Seu grau de isolamento é tão grande que essa tribo da ilha Sentinela do Norte é um dos últimos povos ainda sem absolutamente nenhum contato com a civilização moderna, juntamente com algumas tribos da Amazônia.

 Svalbard Global Seed Vault – Noruega

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Foto: Crop Trust

Outro local proibido para os seres humanos é o Svalbard Global Seed Vault.

Trata-se de um enorme depósito de sementes de todo o mundo, no arquipélago de Svalbald, na Noruega

A grande estrutura de concreto foi construída a 100 metros dentro de uma montanha coberta de gelo permanente, com objetivo de evitar a perda do patrimônio botânico do mundo.

O depósito guarda em segurança máxima  1,1 milhão de amostras de sementes de 5,4 mil espécies vegetais, enviadas por mais de mais de 80 países desde 2008.

Guardado a 7 chaves devido a sua riqueza e importância mundial, o “cofre do apocalipse” não pode ser visitado.

Zone Rouge – França

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Foto: NatGeo

Com certeza você já se imaginou passeando pela França, fazendo uma selfie na Torre Eiffel não é mesmo?

Diante tantas belezas, quem imaginaria que nesse país muito procurado pelos casais tem um local proibido e principalmente perigoso.

Após a Primeira Guerra Mundial, uma área de 1200 quilômetros quadrados, no nordeste da França foi considerada totalmente devastada e impossível para a vida humana. 

A Zone Rouge, permanece isolada e proibida, pela incalculável quantidade de explosivos e restos de munição prontas para explodir. 

Além disso, restos mortais do conflito se espalham por toda a região, assim como os químicos advindos das munições e bombas.

Como resultado, o solo e a água são  absolutamente contaminados, impedindo qualquer tipo de produção agrícola nas redondezas e nenhuma possibilidade de existência de humanos na região.

Apesar de estar sendo limpa e restaurada, estima-se que pode levar até 700 anos para a recuperação total.

Igreja de Santa Maria de Sião – Etiópia

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Foto: Wikimedia Commons/Adam Cohn

Especula-se que a Arca da Aliança, artefato lendário para arqueólogos e muito importante para o Cristianismo, esteja guardado na Igreja de Santa Maria de Sião, na Etiópia.

De acordo com as Sagradas Escrituras, a relíquia seria um baú de madeira folheado a ouro usado para guardar uma variedade de objetos divinos.

Dentre eles, as duas tábuas contendo os Dez Mandamentos, conjunto de leis que teriam sido transmitidas diretamente de Deus a Moisés.

Apesar de alguns historiadores garantirem que o artefato guardado na capela é uma réplica, somente um monge tem permissão para ver a Arca.

Assim, a  igreja se torna um local proibido para visitação e é vigiado constantemente.

Ilha da Queimada Grande – Brasil

Somente pessoas autorizadas entram na Ilha das Cobras – Foto: ICMBio

Também conhecida como Ilha das Cobras, essa ilha já foi considerada mais perigosa que a zona de exclusão de Chernobyl, e existe uma boa razão para isso.

Pesquisadores estimam que existam entre uma a cinco cobras por metro quadrado no local, ou seja, não é um bom lugar para um ser humano se aventurar, não é mesmo?

Assim, além da grande quantidade de serpentes, a espécie em maior número na ilha é a Jararaca-Ilhoa, sendo que seu gênero é o responsável por 90% dos ataques de cobra no Brasil. Estima-se que existam cerca de 4.000 Jararacas-Ilhoa na Ilha.

De acordo com os pesquisadores, cerca de 11.000 anos atrás, os níveis do mar aumentaram, isolando a Ilha da Queimada Grande. 

Com a falta de intervenção humana, as espécies de cobras que viviam na ilha evoluíram de modo diferente que outras serpentes que ficaram no continente.

Ainda de acordo com os cientistas, o veneno dessas espécies evoluiu de modo que ele ficasse muito mais potente, cerca de três a cinco vezes mais forte do que de qualquer serpente do continente. Esse veneno é capaz de matar a maioria das presas quase que instantaneamente.

Ridge A – Austrália

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Foto: Craig Kulesa

Ridge A (Cordilheira A em português) é um local no Território Antártico Australiano a 929 quilômetros do polo Sul e a 159 quilômetros do Domo A a 4053 metros de altitude.

O local foi avaliado por cientistas da Austrália e dos Estados Unidos através de dados de satélite como um ótimo local de observação astronômica por suas condições meteorológicas favoráveis.

Como por exemplo, a ausência de nuvens, baixa umidade do ar, localizado sob o olho o vórtice polar.

Além disso, o local de origem dos ventos catabáticos, atmosfera estável e temperaturas muito baixas por volta de -70°C.

O Lago Vostok, também na Antártida, chegou a registrar 90 graus negativos; mas como isso foi uma exceção, chegou-se ao consenso que o local mais frio da Terra realmente é a Cordilheira A. 

Gangkhar Puensum – Butão

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Foto: Wikimapia

Gangkhar Puensum é a montanha mais alta do Butão com 7.570 metros e seu topo nunca foi escalado pelos homens. 

Mas isso não se deve ao fato de sua altitude, mas por uma disputa territorial entre a China e o Tibet, pois a montanha está situada na fronteira dos dois países. 

Entretanto, a fronteira de ambos países é motivo de desacordo entre os dois e, por isso, há uma disputa territorial que inclui a face norte da montanha. 

O Governo Chinês tem a posição oficial de que a fronteira seja a partir do cume, deixando a metade para cada país e o Governo do Butão, por sua vez, reclama a propriedade total de Gangkhar Puensum.

Além disso, no Butão existe a crença de que as imponentes montanhas são morada de espíritos. Assim, desde 2004 o montanhismo foi totalmente banido no país. 

O nome da montanha, em idioma butanês, significa “O Pico Branco dos Três Irmãos Espirituais”.

Gruta de Lascaux – França

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Foto: Reprodução/Pexels

Localizada no interior da França, a Gruta de Lascaux é um complexo subterrâneo de cavernas e túneis que se estende por quilômetros abaixo da superfície. 

Mas o que realmente chama a atenção nele são as enigmáticas pinturas deixadas por homens pré-históricos, consideradas uma riqueza sem valor mensurável.

Descoberta em 1940, por Marcel Ravidat que passeava com seu cão, que achou que o buraco era perigoso e decidiu chamar alguns amigos para fechar o local. 

Mas a curiosidade levou os rapazes para dentro da caverna, que posteriormente compartilharam a descoberta com seu professor.

De acordo com as gravuras e ferramentas encontradas no local, os pesquisadores estimam que a caverna tenha sido ocupada em um período entre 17,300 a 20,000 anos atrás, entretanto ainda existem muitas dúvidas a respeito. 

Desde 1963 a caverna está fechada ao público, e apenas estudiosos credenciados têm autorização para entrar.

Uluru- Kata – Tjuta – Austrália

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Foto: Reprodução/Pexels

Uma das paisagens mais famosas da Austrália, o monólito Uluru, é um bloco único de arenito de 3,6 km de extensão e 1,9 km de largura, conhecido como o “umbigo do mundo”.

Em 2017, o conselho do Parque Nacional Uluru-Kata Tjuta votou por unanimidade o fim da escalada por causa do significado espiritual do local, bem como por razões de segurança e ambientais.

A UNESCO reconhece o Parque Nacional como um patrimônio natural e cultural, simultaneamente. 

Além de seu valor geológico, a cultura presente através dos aborígenes desde suas origens transforma a região num local de grande importância mundial.

Turistas que levaram um pedaço do Monte Uluru para casa, devolveram posteriormente, dizendo que foram amaldiçoados por levar uma parte do monumento, considerado sagrado para os aborígenes. 

O responsável pela administração do monte, diz receber cerca de um pacote por dia, enviado de várias partes do mundo, com uma amostra do Uluru e um pedido de desculpas.

E você já conhecia alguns desses locais incríveis e proibidos para os seres humanos?

Escreve aqui nos comentários.

Fonte: Hipercultura Mega Curioso O tempo

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