Iniciativa une sustentabilidade e inclusão social ao oferecer óculos feitos de plástico reciclado a 1.000 crianças de comunidades vulneráveis.
Um projeto inovador promete transformar a forma como comunidades lidam com o lixo plástico e promovem inclusão social.
O ReciclaVisão, realizado pela Precious Noggles em parceria com as empresas sociais Casa Plástica, Social Visão do Bem e Berro.Inc, está produzindo óculos de grau a partir de plástico reciclado para crianças em situação de vulnerabilidade no Rio de Janeiro.
Financiado pela comunidade web3 Nouns DAO, o projeto pretende atender, inicialmente, mil crianças em mais de dez comunidades. A iniciativa reúne educação ambiental, reaproveitamento de resíduos e tecnologia social para gerar impacto imediato e duradouro.
A ação conta com uma clínica oftalmológica móvel equipada com máquinas de reciclagem. A unidade realiza exames de vista e fabrica os óculos diretamente a partir dos resíduos coletados. A seleção das organizações participantes foi feita com base em pesquisa da Visão do Bem.
A jornada começa com o exame oftalmológico, passa pela montagem da armação com plástico reciclado e lentes adequadas, e termina com a entrega gratuita dos óculos às crianças.
Educação prática e emocional

O projeto vai além da doação. Durante eventos como a SaquaVeg, em Saquarema, a equipe promove oficinas práticas na Associação de Surf de Saquarema, conhecida como o “Maracanã do Surf”. As atividades seguem o modelo desenvolvido pela Casa Plástica em sua cidade de origem.
As crianças acompanham todo o processo de reciclagem — da trituração de tampinhas plásticas à criação de novos objetos — e participam trazendo resíduos para serem transformados. Por segurança, não operam as máquinas, mas aprendem, na prática, o valor da transformação do lixo.
“Queremos mudar o olhar das pessoas para o plástico, mostrando que ele pode ser matéria-prima para novos objetos”, explica a organização.
A Precious Noggles — colaboração entre a Precious Plastic e a Nouns DAO — é responsável pela gestão do projeto e, ao lado da Casa Plástica, realiza demonstrações das máquinas durante os eventos, incentivando o surgimento de novas lideranças comunitárias capazes de replicar a iniciativa.
Após a entrega dos primeiros óculos, a expectativa é expandir o ReciclaVisão para outras cidades e estados.
Um sonho nascido do mar

A Casa Plástica nasceu do sonho de Pedro Lucas Teixeira Pinho, niteroiense criado em Saquarema. Após viver sete anos na Ásia e testemunhar os impactos do consumo excessivo e do descarte inadequado de resíduos, Pedro se inspirou no movimento Precious Plastic para desenvolver máquinas de reciclagem acessíveis a escolas e comunidades.
Em 2018, com apoio de uma vaquinha online, construiu sua primeira máquina no Brasil. Desde então, com a entrada da cofundadora e CEO Estela Rocha, a Casa Plástica tem criado equipamentos inéditos para reciclagem de plástico oceânico e doméstico, promovendo experiências imersivas de educação ambiental para crianças e adultos.
“Acreditamos que o futuro da reciclagem é coletivo e descentralizado”, resume a equipe.
A longo prazo, o projeto pretende atender 15 mil crianças por ano e espalhar o modelo para outras regiões, utilizando moldes de produção em código aberto, para que comunidades em todo o mundo possam implementá-lo.
Enquanto olham para o futuro, os organizadores celebram cada passo dado.
“Ver o brilho nos olhos das crianças e a esperança renascer nos adultos é o que nos move”, afirmam.
Você pode acompanhar o projeto pelas redes sociais:
- Instagram Casa Plástica: @projetocasaplastica
- Instagram ReciclaVisão: @reciclavisao
- Precious Plastic: preciousplastic.com
- Social Visão do Bem: @socialvisaodobem
- Berro.Inc: https: @berro.inc
Por: ReciclaVisão com exclusividade ao Portal Sustentabilidade









