Energia solar pode reduzir em até 44% o custo da luz na Amazônia Legal

amazônia legal

Estudo da FNCE revela que substituir geradores a diesel por sistemas solares com baterias traz economia, inclusão social e benefícios ambientais para milhões de brasileiros em áreas isoladas.

Por: Redação Portal Sustentabilidade

Um estudo inédito encomendado pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) revelou que a substituição de geradores a diesel por sistemas de energia solar com baterias pode reduzir em até 44% o custo da eletricidade em comunidades isoladas da Amazônia Legal. Além da economia expressiva, a medida também promete ganhos significativos em inclusão social, desenvolvimento local e sustentabilidade ambiental.

Intitulado “Descarbonização dos Sistemas Isolados da Amazônia”, o relatório foi elaborado pela consultoria Envol Energy Consulting e traça um diagnóstico detalhado sobre os desafios e oportunidades para levar energia limpa e acessível às cerca de 3,7 milhões de pessoas que vivem fora do Sistema Interligado Nacional (SIN). Desse total, estima-se que 2,7 milhões enfrentem dificuldades no acesso a eletricidade confiável, e mais de 1 milhão sequer tenha acesso formal à energia.

Transição Energética

amazônia legal
Foto: Reprodução/Pexels

Segundo o documento, a geração elétrica nos chamados Sistemas Isolados (SISOL), baseada principalmente em termelétricas a diesel, impõe um alto custo econômico: em 2024, o valor subsidiado pela Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) chegou a R$ 11,7 bilhões, ou R$ 4.350 por habitante do SISOL — um fardo compartilhado por todos os consumidores de energia do Brasil.

A proposta de transição energética avaliada no estudo mostra que sistemas solares off-grid de pequena escala, mesmo com investimento inicial elevado, tornam-se mais vantajosos a médio e longo prazo. Em comunidades como Vila Limeira, famílias que hoje gastam até R$ 900 por mês com combustível e manutenção de geradores poderiam se beneficiar de sistemas fotovoltaicos mais econômicos e sustentáveis.

“A substituição do diesel por energia solar com armazenamento é uma solução ambientalmente responsável, que também representa uma forma de justiça social para milhões de brasileiros esquecidos pelas políticas energéticas convencionais”, afirma o relatório.

O documento também aponta que a matriz elétrica dos Sistemas Isolados é composta por 89% de fontes fósseis, em contraste com os 87% de renováveis no SIN. Essa dependência de combustíveis poluentes está em desacordo com os compromissos climáticos internacionais assumidos pelo Brasil, como o Acordo de Paris e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

Parcerias

energia solar
Foto: Reprodução/Pexels

A Envol Energy recomenda uma governança robusta, capaz de coordenar ações entre governos, iniciativa privada, ONGs, universidades e comunidades locais. Também defende o fortalecimento do Comitê Gestor do Programa de Redução Estrutural de Custos de Geração na Amazônia Legal (CGPAL) como instância de liderança para a transição energética.

Além disso, um leilão de energia previsto para setembro de 2025 deverá impulsionar a participação de fontes renováveis nos Sistemas Isolados, exigindo pelo menos 22% da energia de fontes limpas — uma oportunidade para consolidar o modelo solar com armazenamento como solução prioritária.

Com planejamento estratégico, financiamento adequado e participação social, a Amazônia Legal pode deixar de ser um paradoxo energético e se tornar referência global em desenvolvimento sustentável e acesso universal à energia limpa. O estudo pode ser conferido na íntegra, neste link.

Fonte: Agência Brasil

Facebook
WhatsApp
Twitter
LinkedIn
Pinterest

Veja também

Receba diretamente em seu e-mail nossa Newsletter

Faça sua busca
Siga-nos nas redes sociais

  Últimos Artigos