Em 2023, 31,9% dos municípios brasileiros ainda utilizavam lixões como unidade de disposição final de resíduos sólidos.

Os catadores e as cooperativas de reciclagem são imprescindíveis para as questões ambientais mais urgentes na atualidade. Não pode estar à parte a participação ativa do consumidor na revalorização desses materiais, que é fundamental para reduzir impactos ecológicos. Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, até 2023, 31,9% dos municípios brasileiros ainda utilizavam lixões como unidade de disposição final de resíduos sólidos.  No dia 05 de julho, se comemora o Dia Internacional do Cooperativismo.

O cooperativismo de reciclagem no Brasil envolve aproximadamente 800 mil profissionais em cooperativas, e no mundo, mais de 15 milhões de catadores.  No Brasil, cerca de 32% dos resíduos urbanos podem ser reciclados, mas de acordo com estudo da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema), somente 8,3% têm a destinação correta.

Augusto Freitas, presidente executivo da Cristalcopo e fundador do projeto Recicla Junto, afirma que o cooperativismo é a única maneira pela qual o mundo sanará os problemas climáticos: “Os catadores de resíduos sólidos compõem a principal mão de obra quando o assunto é economia circular. Cada vez mais, torna-se necessário contar com os esforços individuais para que o lixo tenha uma destinação adequada. Somente com o empenho de pessoas para que cada vez mais mudemos uma circunstância que atinge todo o planeta poderemos alterar o rumo das adversidades climáticas”. 

Benefícios do cooperativismo

Além disso, o especialista explica que cooperativismo traz benefícios concretos para a sociedade e para o meio ambiente. Entre eles, destacam-se:

  1. Geração de renda e inclusão social: cooperativas oferecem oportunidades de trabalho formalizado e digno, promovendo o desenvolvimento local e a autonomia dos cooperados;
  2. Redução da desigualdade: ao distribuir os lucros de forma mais equitativa e dar voz aos trabalhadores, o cooperativismo ajuda a combater desigualdades econômicas e sociais;
  3. Estímulo à educação ambiental: ao envolver diretamente os trabalhadores e a comunidade, as cooperativas são polos de conscientização sobre práticas sustentáveis e consumo responsável;
  4. Diminuição da emissão de gases de efeito estufa: com a correta destinação dos resíduos e a valorização da reciclagem, evita-se que materiais sejam enviados para aterros ou queimados, o que reduz significativamente a emissão de poluentes;
  5. Fortalecimento da economia circular: ao reinserir materiais recicláveis no ciclo produtivo, o cooperativismo reduz a extração de recursos naturais e promove uma lógica de produção mais sustentável.

Por: Augusto Freitas, presidente executivo da Cristalcopo e fundador do projeto Recicla Junto.

** ** Este artigo é de autor independente e o texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal Sustentabilidade

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