Dia do Engenheiro Eletricista: profissionais que alimentam a energia do futuro

engenheiro eletricista
Profissão em ascensão no Brasil é marcada por profissionais que empreendem e inovam o setor.

No dia 23 de novembro, é celebrado o Dia do Engenheiro Eletricista, uma data que homenageia os profissionais responsáveis por conectar o mundo e impulsionar a inovação em um dos setores mais estratégicos da economia: o elétrico. De redes de distribuição e automação industrial à expansão das fontes renováveis e da digitalização, esses especialistas são os pilares da transformação.

O engenheiro eletricista e CEO da Voltera, empresa que atua no mercado livre de energia, Alan Henn destaca que o papel do engenheiro eletricista está passando por uma mudança: de executor técnico para estrategista da eficiência energética e da sustentabilidade corporativa.A escolha da profissão para Alan Henn foi uma “junção de fascínio pessoal e uma aposta de futuro.” Desde a infância, o engenheiro conta que se encantava com a física e a energia – elementos que, apesar de intangíveis, estão presentes em tudo ao redor.

Sempre teve uma curiosidade enorme em entender seus processos físicos, como funcionavam e quais relações e impactos geravam na sociedade.Embora ligado à matemática e às ciências exatas, o que o deixou em dúvida entre física e engenharia, Henn optou pela Engenharia Elétrica por acreditar que lhe ofereceria uma visão mais prática e metodologias aplicáveis dos conceitos que queria explorar.

Protagonista em energia renovável

energia alternativa
Foto: Reprodução/Pexels

Além disso, havia uma visão estratégica: ele via o Brasil despontando como um futuro protagonista em energia renovável. O propósito de sua escolha foi contribuir para a forma como produzimos e utilizamos energia, sempre com a ambição de torná-la mais limpa, eficiente e acessível para todos.Com esse propósito já bem definido, a decisão de Alan Henn de fundar a Voltera surgiu como um passo natural.

Ele uniu seu desejo de empreender à oportunidade de promover uma mudança real no Brasil, ajudando a reduzir a conta de energia dos brasileiros e impulsionando a sustentabilidade no país. “Percebi a falta de uma relação mais transparente e simples entre os consumidores e o próprio consumo de energia,” afirma.

A partir dessa percepção, nasceu a Voltera, uma empresa criada para transformar o mercado livre de energia em uma solução realmente democrática e acessível. Ele observou que, por muitos anos, esse mercado esteve restrito a grandes empresas com alto capital e conhecimento técnico. “Parecia injusto que uma solução tão promissora, com enorme potencial para gerar sustentabilidade e reduzir custos, não chegasse ao maior número possível de pessoas e negócios,” destaca.

Essa motivação, no entanto, veio acompanhada de um desafio constante da carreira, que é a necessidade de aprendizado contínuo. Segundo ele, tudo o que é estudado na faculdade se transforma rapidamente com o surgimento de novas tecnologias, métodos de geração, e a própria regulação que muda com o tempo. Para Henn, o fundamento essencial da profissão é saber aprender, desenvolvendo a capacidade de se adaptar e incorporar mudanças ao longo da trajetória profissional.

Mercado livre de energia

engenheiro elétrico
Foto: Reprodução/Pexels

Por falar em mudança, o setor elétrico vive hoje uma de suas fases mais dinâmicas. Em janeiro de 2024, uma alteração nas regras de migração permitiu que todas as empresas do Grupo A (média e alta tensão) pudessem entrar no mercado livre de energia, abrindo caminho para que pequenas e médias empresas passassem a negociar contratos diretamente com geradores e comercializadores.

E o movimento continua. Nos próximos anos, a abertura será total, alcançando todos os públicos, incluindo consumidores residenciais e rurais. Por isso, para os estudantes que consideram ou já trilham o caminho da Engenharia Elétrica, o especialista aconselha que entendam que tudo está em movimento. “O mundo muda o tempo todo, e a tecnologia só acelera esse processo. O que aprendemos na faculdade é uma base importante, mas o grande diferencial está em como continuamos aprendendo ao longo da vida,” explica.

Ele destaca duas características essenciais para essa jornada: resiliência e curiosidade. A resiliência ajuda a encarar as mudanças com naturalidade, enquanto a curiosidade abre portas para explorar novas tecnologias, regulações e modelos de negócio, o que coloca qualquer profissional em vantagem. Henn finaliza incentivando os estudantes a aproveitar a universidade para fortalecer o pensamento crítico e a capacidade de adaptação, que são as ferramentas que permitirão construir (e reinventar) suas carreiras conforme o mundo continua evoluindo.
 

Por: Alan Henn, engenheiro eletricista e CEO da Voltera

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