A vegetação nativa favorece a infiltração da água no solo, reduz a erosão e diminui a contaminação dos rios.
Por: Redação BNDES
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Grupo Heineken investem até R$ 10 milhões na restauração florestal em 35 municípios localizados na área de recarga do Aquífero Beberibe, em Pernambuco. Uma chamada pública que ficará aberta até 19h do dia 6 de março selecionará até três projetos apresentados por instituições sem fins lucrativos com pelo menos dois anos de atuação, como associações civis, fundações privadas e cooperativas.
A iniciativa integra o Floresta Viva, programa do BNDES voltado à restauração ecológica nos biomas brasileiros, e será gerenciada pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), com recursos viabilizados por meio da parceria com o Grupo Heineken.
Reserva hídrica

O Aquífero Beberibe é uma das principais reservas hídricas subterrâneas do Nordeste brasileiro e desempenha papel estratégico no abastecimento de milhões de pessoas. Segundo a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), ele é responsável, principalmente, pelo abastecimento das regiões metropolitanas do Recife (PE) e de João Pessoa (PB).Para a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, o edital reforça o papel do Banco na agenda de segurança hídrica e adaptação climática. “Proteger aquíferos é proteger o futuro das cidades e das pessoas. Ao investir na restauração da área de recarga do Aquífero Beberibe, fortalecemos a resiliência climática do Nordeste e garantimos serviços ecossistêmicos essenciais ao abastecimento.”
Segundo a diretora, o modelo adotado pelo programa promove uma nova economia verde nos territórios atendidos. “Nossa estratégia inova ao fortalecer cadeias produtivas da restauração, gerando empregos verdes, qualificação profissional e renda local. Estamos estruturando uma economia da restauração, capaz de combinar conservação ambiental com dinamismo econômico”, afirma Tereza Campello.
Localizada em zona de transição entre Mata Atlântica e Caatinga, a área contemplada pelo edital enfrenta crescente pressão sobre seus recursos hídricos. Estudos técnicos desenvolvidos pelo Grupo Heineken apontam níveis críticos de escassez de água na região.
Segundo o gerente de Sustentabilidade do Grupo Heineken, Breno Aguiar de Paula, além de fortalecer as condições hídricas em uma das principais regiões produtivas da companhia — Igarassu abriga o principal polo industrial da empresa no Nordeste, que recebeu mais de R$ 1,2 bilhão em investimentos nos últimos anos – o impacto socioambiental é o eixo central da iniciativa.
“Sabemos que a água é um recurso essencial e valioso. A restauração das áreas de floresta é fundamental para garantir disponibilidade hídrica no futuro. A vegetação nativa favorece a infiltração da água no solo, reduz a erosão e diminui a contaminação dos rios. Em parceria com o BNDES e o Funbio, queremos contribuir para a melhoria da disponibilidade hídrica na região, ao mesmo tempo em que estruturamos a cadeia local da restauração, gerando renda e benefícios ambientais”, afirma o executivo.









