Com restrições já em vigor e novo marco previsto para dezembro, transição para o LED deixa um alerta: milhões de lâmpadas com mercúrio ainda estão em uso e não podemir para o lixo comum.
Por: Camilla Horizonte

A substituição gradual das lâmpadas fluorescentes por tecnologias de iluminação com maior eficiência energética, como o LED, marca uma nova etapa no mercado de iluminação brasileiro. Mas o desaparecimento gradual desses produtos das prateleiras abre um desafio que deve permanecer por anos: o que fazer com as lâmpadas com mercúrio que ainda estão instaladas em residências, condomínios, comércios e outros estabelecimentos quandochegarem ao fim da vida útil?

A discussão ganha urgência diante das mudanças regulatórias em curso. A Portaria Inmetro nº 693/2025 estabeleceu um cronograma para a retirada do mercado de lâmpadas fluorescentes compactas com reator integrado à base e de determinados reatores utilizados em lâmpadas fluorescentes. A fabricação e a importação desses produtos foram proibidas a partir de 31 de dezembro de 2025. Desde 31 de julho de 2026, fabricantes e importadorestambém não podem mais comercializá-los para o mercado nacional. O próximo marco será 31 de dezembro de 2026, quando passa a ser proibida a comercialização desses produtos por distribuidores e varejistas.

Em paralelo à redução gradual das lâmpadas fluorescentes no mercado, o governo federal vem ampliando os controles de importação relacionados à Convenção de Minamata sobreMercúrio. Promulgado no Brasil pelo Decreto nº 9.470/2018, o tratado busca proteger a saúde humana e o meio ambiente dos impactos provocados pelo mercúrio e seus compostos.

Destinação adequada

lâmpadas
Foto: Reprodução/Pexels

A retirada progressiva desses produtos das prateleiras, porém, não significa seu desaparecimento imediato. Milhões de lâmpadas fluorescentes ainda permanecem instaladase continuarão chegando ao fim da vida útil nos próximos anos, o que reforça a importância da destinação ambientalmente adequada.

Como as lâmpadas fluorescentes contêm mercúrio, o descarte incorreto pode provocar contaminação do ar, do solo e da água. Por isso, elas não devem ser destinadas ao lixo comum ou à coleta seletiva convencional. “A transição tecnológica é positiva, mas a responsabilidade não termina quando a lâmpada deixa de ser vendida. As fluorescentes que ainda estão em circulação precisam ser descartadas corretamente”, destaca Camilla Horizonte,Gerente Executiva da Reciclus.

Nesse cenário, a logística reversa ganha ainda mais relevância ao garantir que as lâmpadas fluorescentes usadas tenham uma destinação ambientalmente adequada. Para consumidoresresidenciais, a Reciclus, entidade gestora do sistema de logística reversa desses produtos no Brasil, mantém uma rede com mais de 4 mil pontos de entrega espalhados pelo país, onde os consumidores podem devolver gratuitamente suas lâmpadas usadas. Já parainstituições públicas, a Associação oferece possibilidade de coleta pontual mediante análise. Desde o início de sua atuação, a entidade já viabilizou a coleta e a destinação correta de quase 57 milhões de lâmpadas. 

Onde descartar as lâmpadas fluorescentes?

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Foto: REprodução/Pexels

Pessoas físicas podem procurar um ponto de entrega da Reciclus.  Para isso, o consumidor deve acessar o buscador da entidade e consultar os locais disponíveis por cidadeou endereço: Onde Descartar – Reciclus. Os pontos da Reciclus são direcionados para o descarte de lâmpadas de uso doméstico.

Para instituições públicas, como prefeituras, secretarias, escolas, hospitais e demais órgãos, a Reciclus disponibiliza a possibilidade de coleta gratuita de lâmpadasfluorescentes, mediante análise dos critérios logísticos. As instituições devem concentrar as lâmpadas em um único local e preencher o formulário de interesse em https://bit.ly/coletapontual. Após a avaliação das informações e da documentação necessária, a coleta pode ser agendada em uma única visita e endereço. A quantidade mínima variaconforme a região e a disponibilidade logística.

Materiais do Programa Reciclus Educa:

ACartilha do Bem: aprendendo a cuidar do meio ambiente

Revistaem quadrinhos Turma da Mônica: Uma ideia brilhante

E-bookInvestigar, Sentir e Pertencer

Camilla Horizonte é Gerente Executiva da Reciclus.

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