Projeto Opaná fortalece comunidades com meliponários no Paraná

meliponário

Iniciativa promove segurança alimentar e preservação cultural através da criação de abelhas sem ferrão em 32 territórios indígenas.

Por: Redação Portal Sustentabilidade

Na última semana de dezembro de teve início a instalação dos meliponários do Opaná: Chão Indígena, uma iniciativa da Fundação Luterana de Diaconia (FLD) em parceria com a Itaipu Binacional.

O projeto, que visa fortalecer a segurança alimentar das comunidades Guarani no Oeste e litoral do Paraná, avança agora com a instalação de 46 meliponários distribuídos por 32 territórios indígenas.

Cada meliponário contém sete caixas para captura de abelhas sem ferrão e 322 caixas com colmeias de espécies nativas.

Abelhas sem ferrão

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Fotos: Projeto Opaná

Espécies nativas como jataí, mandaçaia, mirim e tubuna, pertencentes à tribo Meliponini, desempenham um papel crucial na polinização, essencial para a formação de frutos, sementes e alimentos.

Marcel Mello, assessor de projetos da FLD, destaca a importância das abelhas na saúde humana, com produtos como mel, própolis e pólen, que possuem propriedades nutricionais e medicinais significativas.

Milciade Benites, do Tekoha Pohã Renda, no Oeste do Paraná, enfatiza o valor cultural das abelhas para os Guarani, mencionando seu papel na Casa de Reza e em rituais como o batismo. A cera das abelhas é fundamental para a produção de velas utilizadas nessas cerimônias. Apesar da riqueza cultural, o desmatamento ameaça a sobrevivência dessas espécies, levando a comunidade a intensificar esforços de preservação.

Impactos da meliponicultura

abelhas
Foto: Reprodução/Pexels

A estimativa é que as primeiras colheitas de mel ocorram já no primeiro ano, com aumento significativo nos anos subsequentes.

Além de melhorar a segurança alimentar, a meliponicultura promove a recuperação ambiental e resgata práticas ancestrais, fortalecendo a conexão das comunidades com suas tradições e o meio ambiente.

O projeto Opaná, ao integrar a conservação ambiental com saberes tradicionais, não apenas protege as abelhas nativas, mas também assegura um futuro sustentável para as comunidades Guarani do Paraná, segundo os idealizadores.

Fonte: Itaipu

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