Governo reforça áreas estratégicas com vagas para engenheiros, agrônomos, geólogos e reguladores. Inscrições vão de 2 a 20 de julho e provas ocorrem em outubro.
Por: Redação Portal Sustentabilidade
O Governo Federal anunciou, nesta semana, a abertura de 3.652 vagas no novo Concurso Público Nacional Unificado (CPNU 2). A iniciativa representa um avanço importante na modernização do serviço público brasileiro, de acordo com o governo, e traz como um dos principais diferenciais a ênfase na contratação de profissionais para áreas essenciais ao desenvolvimento sustentável, como meio ambiente, energia, mineração, agricultura e infraestrutura.
Além disso, o CPNU 2 faz parte da estratégia de reforma administrativa iniciada em 2023, cujo objetivo é recompor o quadro funcional da União diante da previsão de mais de 180 mil aposentadorias nos próximos dez anos. Nesse contexto, o concurso surge como uma resposta concreta à necessidade de modernização e eficiência na prestação dos serviços públicos.
Foco em áreas estratégicas

Entre os destaques desta edição, estão as oportunidades para engenheiros, agrônomos, geólogos, reguladores e pesquisadores. O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, por exemplo, contará com 60 vagas para engenheiros agrônomos, que irão atuar diretamente em políticas de produção sustentável, combate à insegurança alimentar e desenvolvimento rural. Já o Ministério da Pesca e Aquicultura abrirá 30 vagas para engenheiros civis e arquitetos, com foco em projetos de infraestrutura costeira e apoio à pesca artesanal.
No setor energético, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) ofertará 23 vagas para especialistas em regulação de petróleo, gás natural e biocombustíveis. Esses profissionais terão papel fundamental na transição energética e no equilíbrio entre exploração de recursos e sustentabilidade ambiental. Paralelamente, a Agência Nacional de Mineração (ANM) contratará 80 técnicos em atividades de mineração, reforçando a fiscalização ambiental e a governança dos recursos minerais do país.
Outro ponto de atenção é o reforço nos comandos das Forças Armadas, com vagas para tecnologistas, pesquisadores e analistas voltados à área de ciência, tecnologia e defesa. Há ainda oportunidades relevantes em órgãos como IPHAN, ANTAQ, ANTT, ANVISA e Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, todos com impacto direto em áreas como mobilidade urbana, patrimônio ambiental, saúde pública e gestão territorial.
Nível superior e médio

Vale destacar que, ao todo, o CPNU 2 oferece 1.972 vagas de nível superior e 508 de nível intermediário para provimento imediato, além de 1.172 vagas para cadastro de reserva, que poderão ser preenchidas a curto prazo. As vagas estão distribuídas em 32 órgãos federais e organizadas em nove blocos temáticos, o que permite ao candidato escolher uma área de atuação e priorizar os cargos de seu interesse.
As inscrições estarão abertas entre os dias 2 e 20 de julho de 2025, com taxa única de R$ 70. As provas objetivas estão marcadas para o dia 5 de outubro, e serão aplicadas simultaneamente em 228 municípios brasileiros. Candidatos aprovados seguirão para a fase discursiva, prevista para 7 de dezembro. Todo o processo será conduzido pela Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), com supervisão do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).
Com o CPNU 2, o governo pretende consolidar um novo modelo de concurso público, mais acessível, transparente e eficaz. Ao priorizar cargos ambientais, regulatórios e tecnológicos, o concurso atende demandas urgentes da administração pública, como a adaptação às mudanças climáticas, o fortalecimento da regulação energética e o avanço da pesquisa científica em benefício da sociedade.
Por fim, o certame representa mais do que uma simples reposição de quadros: trata-se de um movimento estratégico para garantir que o Estado brasileiro esteja preparado para os desafios da próxima década — com profissionais qualificados, atuação descentralizada e foco em sustentabilidade, segundo o governo.
Confira o edital completo neste link.
Fonte: Gestão









