Estudantes participaram do Prêmio Regeneron ISEF em diversas categorias

Jovens estudantes do Brasil, estiveram presentes com seus projetos na feira internacional de ciências do Prêmio Regeneron ISEF.

A premiação é organizada pela Society for Science, e todos os anos concede reconhecimento a estudantes por inovações que contribuam para o desenvolvimento sustentável.

Foram 6 estudantes brasileiros que tiveram seus projetos premiados com quatro projetos que receberam medalhas, bem como um incentivo em dinheiro.

A premiação

prêmio
Prêmio Regeneron ISEF – Foto: SFS

Edward W. Scripps, um renomado jornalista, e William Emerson Ritter, um zoólogo da Califórnia, fundaram o Science Service em 1921 principalmente com a intenção de manter o público informado sobre as realizações científicas.

Scripps e Ritter atingiram seu objetivo distribuindo as últimas pesquisas científicas ao público por meio de um serviço de notícias para repórteres.

Em 1922, devido ao interesse do público, principalmente estudantes, o Science Service começou a distribuir a Science News-Letter , que se tornou uma revista em 1926.

Nesse ano, foram mais de 1800 finalistas, com 1300 juízes que realizaram as entrevistas virtualmente com os responsáveis pelos projetos. A cerimônia de premiação ocorreu em Atlanta, Estados Unidos.

Os projetos brasileiros

prêmio
Quatro projetos de estudantes brasileiros receberam prêmios – Foto: Reprodução/Pexels

Quatro projetos de estudantes brasileiros receberam prêmios nesta edição do Regeneron ISEF.

Semelhantemente, os projetos são voltadas à sustentabilidade e o uso de matéria-prima e tecnologia que diminuem os impactos no meio ambiente.

Vamos conhecer os vencedores.

Categoria Ciências Animais

mosquito
O estudante criou um inseticida com resíduos orgânicos – Foto: Reprodução/Pexels

O projeto para combater o Aedes Aegypit sem o uso de inseticidas sintéticos, ficou em quarto lugar na categoria Ciências Animais.

João Pedro Silvestri Armani, estudante do Paraná ficou em quarto lugar e recebeu o reconhecimento e um prêmio de $500,00 dólares.

Utilizando resíduos como por exemplo, casca de café, escamas de tilápia e casca de uva o jovem desenvolveu um inseticida que se demonstrou eficaz sem agredir o meio ambiente.

O inseticida sustentável apresentou bons resultados na destruição de ovos, larvas e pulpa do mosquito.

Ciências Comportamentais e Sociais

curta metragem
Na categoria Ciências Comportamentais e Sociais dois projetos foram premiados – Foto: Reprodução/Pexels

Os estudantes Eloize Quintal Ferreira e Oscar Paraguassu, do Pará, receberam o valor de mil dólares e o terceiro lugar na categoria Ciências Comportamentais e Sociais.

Com o projeto “Anima Lendas: um resgate do imaginário do município de Igarapé-Miri – PA”, os dois desenvolveram uma produção audiovisual com o objetivo de resgatar memórias e lendas da cidade.

Para o curta-metragem, os produtores entrevistaram moradores idosos para resgatar as histórias, que resultaram em documentários.

Eles também transformaram as lendas em um livro e uma peça teatral, além de criarem um blog para publicação delas.

Na mesma categoria, em quarto lugar ficou o projeto “Anti-cético: Clusterização da Matriz Cultural Hofstede via Métodos de Aprendizado de Máquina Aplicados à Análise do Comportamento Anti-Vax no Brasil.”

Este projeto tem como objetivo identificar primordialmente o impacto de traços culturais do Brasil sobre o índice de ceticismo em relação à vacinação no País.

Os responsáveis pelo estudo são os estudantes João Sassi Sandre, Pietro Quinzan, de um colégio em São Paulo.

Categoria Energia – Materiais e Design Sustentáveis

prêmio
O estudante criou uma bateria sustentável para relógios – Foto: Reprodução/Pexels

O estudante Vinicius Ribeiro de Moraes, do Rio de Janeiro recebeu o prêmio de $500,00 dólares e o quarto lugar na categoria Energia – Materiais e Design Sustentáveis.

O projeto “Seebeck-Watch: Desenvolvimento de um Método Nano e Microtecnológico para a Construção de Sistemas de Relógios de Pulso por Diferença de Temperatura.”

O jovem cientista trabalhou a problemática das pilhas e baterias, utilizando nanotecnologia.

A bateria converte energia térmica em energia elétrica, a partir do efeito Seebeck.

O sistema aproveita a diferença de temperatura entre o corpo humano e o meio externo, para assim transformá-la em tensão e elaborar um sistema para relógios de pulso sustentável a partir de filmes finos termoelétrico.

De acordo com o estudante, a tecnologia pode ser inserida em diversos outros campos, desde a utilização em dispositivos simples termoelétricos, como sensores médicos e industriais por exemplo.

Ainda mais, o uso em sondas astronáuticas, que são submetidos a uma dada diferença de temperatura.

Fonte: Society For Science RenegeroISEF

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Conecte-se com a natureza independente de onde você estiver